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O olhar estratégico que transpõe muralhas

31/07/2017

O olhar estratégico que transpõe muralhas

Como dar visibilidade para o cliente quando toda a imprensa fala do mesmo assunto?

Como dar visibilidade ao cliente na mídia quando toda a imprensa, impressa ou digital, ocupa o espaço noticioso, praticamente todo o tempo, com um mesmo tema? Não tenho dúvida de que todo profissional de comunicação tem feito essa pergunta a si mesmo nas últimas semanas.

Acontece que, ultimamente, como a política tem pautado o noticiário, aquela notícia quente do nosso cliente acaba indo para a gaveta, tornando-se fria, pois, na visão dos jornalistas, não tem força para concorrer com os assuntos que vêm do Planalto – ou de Curitiba.

Não é difícil entender por que. Sabemos que os jornalistas consideram que um assunto é tido como notícia, quando as respostas a algumas perguntas básicas são “sim”: “é relevante?”, “é diferente (ou inusitado)?” e “interessa ao meu público? (leitor, telespectador, ouvinte, internauta)”. Com a montanha russa que se tornou o ambiente político-econômico, acaba não havendo saída para os nossos colegas nas redações: o jeito é dar foco a esses temas.

Mas como, então, mudar esse status? Dizem que onde há crise, há também oportunidade.

Se nós, profissionais de comunicação, formos estratégicos, é possível vencer essa muralha. Primeiro: devemos redobrar a nossa percepção, o nosso olhar: focando os aspectos diferenciados dos assuntos dos nossos clientes, a fim de torná-los pauta. Segundo: é preciso ir além, sabendo propor o melhor enfoque. Terceiro: há que se saber qual é o melhor timing para oferecê-la ao veículo. Uma mescla, então, de sensibilidade com técnica.

Se só se fala em crise, como tem sido a música de uma nota só que temos ouvido nas últimas semanas, e a pauta do seu cliente conta com um “mas”, começa a abrir-se aí uma chance de ela ter espaço numa matéria. Por exemplo: o setor de negócios em que ele atua sentiu os revezes da crise econômica, mas encontrou uma maneira de manter-se competitivo, vivo, dando o seu quinhão para que o mundo não acabe. Se o assessor tiver essa sensibilidade, e tocar o jornalista, é possível que aquela barreira seja transposta – até porque os jornalistas, provavelmente, não aguentam mais ouvir a mesma música todos os dias.

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Rogério Gama
Rogério Gama

Gerente de Atendimento da G&A Comunicação Corporativa