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Insights

O papel da comunicação corporativa na era das causas: exemplos e alternativas

10/07/2018

O papel da comunicação corporativa na era das causas: exemplos e alternativas

Vivemos na era das causas. Atualmente, toda organização que pensa em seu propósito, com uma visão holística de seu mercado de sua atuação, pode também se conectar às causas da sociedade, de maneira a colaborar com questões sensíveis das comunidades onde estão envolvidas.

 

Há tempos já saímos da mera filantropia para um trabalho de valor compartilhado entre empresas e sociedade, em que é possível encontrar oportunidade de negócio por meio da solução de problemas sociais. E a comunicação é fundamental neste processo. Mas será que as marcas estão preparadas para se conectar às causas? Vamos a alguns exemplos práticos de causas contemporâneas para tentar responder a esta pergunta.

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A causa da prevenção ao suicídio

Nas últimas semanas veio à tona na imprensa a questão da prevenção ao suicídio, com a divulgação sobre um canal gratuito disponível ao público que necessita de ajuda. Falar desse tema ainda é tabu e um desafio nas conversas sociais, no ambiente corporativo, na publicidade e na imprensa. Para se ter uma ideia, a depressão é primeira causa de afastamento do trabalho no país, segundo o CVV, Centro de Valorização da Vida. Ainda segundo o órgão a cada 45 minutos uma pessoa tira a própria vida no Brasil – número que supera as mortes decorrentes de câncer de mama.  Diante de dados alarmantes, sabemos que a comunicação tem papel fundamental para colaborar com a causa da prevenção ao suicídio. Mas como?

É difícil traçar uma maneira de abraçar a causa, pois qual marca quer estar envolvida com uma pauta tão triste e negativa? Ou ainda, qual companhia quer falar abertamente sobre isso com seus colaboradores? Aqui também podemos nos valer de um dos princípios básicos de Relações Públicas: informação para conscientização. Neste caso, o próprio CVV reitera que é preciso mais força na prevenção, e isso só se dá com informação. As empresas podem colaborar com o combate e tratamento de depressão, abraçando a causa da informação sobre esse cenário, falando dos sintomas e colaborando com a identificação da doença. Apoiar o combate ao suicídio vai além de alinhar a prática social com seu objetivo de negócio, mas diz respeito à valorização da vida humana – clientes, colaboradores, fornecedores, comunidade – pessoas.

A representatividade feminina

Uma das causas mais contemporâneas que não pode ficar de fora do debate trata-se da inclusão de mulheres no universo corporativo e na comunicação. O ThinkEva, núcleo de inteligência do feminino, apresentou dados relevantes que apontam a necessidade de uma atenção especial de nós comunicadores para melhorar a abordagem sobre a mulher em nossos projetos de comunicação corporativa. Cerca de 73,2% das mulheres têm interesse em comunicação sobre tecnologia, mas 75,7% delas acredita que as empresa deste segmento se dirigem somente ao público masculino em suas mídias.  No mesmo estudo, ao serem questionadas sobre qual característica gostariam de ver retratada nas mulheres na publicidade, 85,8% afirmaram ser “Inteligência”.

Esses dados nos mostram que é preciso cada vez mais estar atento ao cenário contemporâneo sem medo de quebrar alguns estereótipos. Não apenas na publicidade, mas também nas crescentes ações de relacionamento do universo de Relações Públicas e Comunicação Corporativa.  Independentemente do gênero, precisamos voltar em questões básicas de RP: Quem é o público que quero atingir? Em quais os valores ele acredita? Em que meios ele transita?

É fato que as mulheres estão ampliando sua presença em ambientes ainda não frequentados, como a tecnologia, por exemplo.  E as marcas que souberem fazer uma leitura profunda desse cenário, tem tudo para serem assertivas em seus resultados e contribuírem para que o público feminino seja retratado de maneira mais fiel e atingido com respeito e inteligência.

A acolhida aos refugiados

Nos últimos anos vimos cenas tristes e marcantes na Europa e, em 2018, o dilema dos refugiados veio à tona também ao Brasil, com a crise política da Venezuela. No mês de abril, o número de venezuelanos que entraram por dia no país chegou a 800, configurando o maior fluxo de imigração da história.

Enquanto esperamos que autoridades competentes articulem soluções concretas para esta questão, as empresas podem se valer de outros princípios das Relações Públicas:  compreender a realidade ao entorno e engajar a comunidade. Abrir a possibilidade de empregar imigrantes, oferecendo a devida capacitação, por exemplo, promove a inclusão. É difícil, mas empresas que querem apoiar a causa não devem se valer apenas de doações pontuais, mas sim de atitudes que democratizem oportunidades e promovam mudança.

Estas são apenas três causas em que a comunicação corporativa tem potencial para gerar transformação. Nos três temas apresentados, estamos falando de trazer mais autenticidade para a comunicação nas empresas e das empresas com seus públicos. Temos recursos cada vez mais acessíveis, mas de nada valerão os meios se não valorizarmos a mensagem, de maneira autêntica e transformadora. Topa tentar?

 

 

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Um olhar para dentro

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Natália Pereira 2017_P
Natália Pereira

Coordenadora de Atendimento