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Assessoria de Imprensa 3.0: O front digital do especialista

03/01/2018

Assessoria de Imprensa 3.0: O front digital do especialista

Quando se fala que as redes sociais deixaram o jornalismo numa encruzilhada, não tem nada de exagero.

A geração de conteúdo não mais se restringe à produtividade de profissionais de uma redação de um grande veículo de comunicação. A notícia está na ponta dos dedos de qualquer um que esteja conectado. Em tempo real, dá para postar um acontecimento, seja em texto, foto, áudio e vídeo. Pode ser um flagrante de uma ocorrência, um registro de uma manifestação, um click numa truculência policial… Pode até ser um fakenews . Aí que mora o perigo!

Para a área de relações públicas não ficar no delay, já há algum tempo ela migrou para a assessoria de imprensa 2.0. Processo em que as mídias sociais e influenciadores digitais ganham espaço como importantes geradores de conteúdo. Uma ação de mão dupla que gera convergência entre as mídias online e off-line. O alcance da informação passa a ser bem maior.

Um passo adiante é a “Assessoria de imprensa 3.0”. Em paralelo ao trabalho de estreitamento de relação entre executivos e mídia, que pode ser implementado  através de encontros, disponibilidade para consulta/entrevista por parte dos jornalistas e elaboração de artigos, dá para fazer uma ação ainda mais ambiciosa no front digital.

Diante do potencial das redes sociais, que se tornaram fonte de informação para o público e até mesmo os jornalistas, é indispensável   também usar os perfis profissionais dos executivos para que eles também sejam porta-vozes requisitados nesses ambientes. A imprensa gosta de rotulá-los como especialistas.

Cabe ao assessor de imprensa 3.0 provocar os executivos para disseminar conteúdos relevantes e torná-los referência nesses canais. Os temas podem ser variados. O importante é se manter  antenado sobre as tendências do setor, escrever textos que possam ser de interesse de sua rede de contatos, gerar um efeito multiplicador.

Se a ação for bem coordenada, contemplando referências acadêmicas e de mercado que possam ser utilizados por outros profissionais, haverá um efeito residual significativo para a reputação do autor. Daí para o aumento de curtidas e compartilhamentos para os conteúdos é um clique.

Já foi o tempo que conteúdo de relevância se restringia às páginas de editoriais e artigos dos grandes jornais. Da mesma forma que o artista deve ir onde o povo está, o executivo que se propõe a ser uma fonte respeitada – e acessada – precisa ocupar espaço em ambientes digitais.

Como se diz no jornalismo, não dá para brigar com a notícia. O mesmo pode-se dizer dos canais digitais. A Assessoria de Imprensa 3.0 não é um neologismo para uma agência de PR oferecer como produto em sua vitrine. É uma oportunidade real para um especialista que está pronto para deixar de se comunicar com seu quintal e interagir com o mundo.

 

 

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Mônica Pontes 2017
Mônica Pontes

Executiva de Atendimento